Uso de terapia de ondas de choque de baixa intensidade no tratamento de vaginismo e vulvodínia: um relato de caso
Palavras-chave:
Vaginismo, Vulvodínia, Disfunção sexual feminina, Ondas de choque, Ginecologia regenerativaResumo
O vaginismo e a vulvodínia estão entre as principais causas de dor sexual feminina, afetando significativamente a qualidade de vida, a saúde emocional e os relacionamentos interpessoais. A terapia por ondas de choque extracorpóreas de baixa intensidade (LI-ESWT) tem sido investigada como alternativa terapêutica na ginecologia regenerativa devido à sua capacidade de promover analgesia, melhora da microcirculação e modulação da atividade muscular. O presente estudo teve como objetivo descrever a resposta clínica de uma paciente com diagnóstico concomitante de vaginismo e vulvodínia submetida à terapia por ondas de choque de baixa intensidade. Trata-se de um relato de caso de paciente de 45 anos com história de dispareunia superficial e profunda, intolerância à penetração vaginal e importante comprometimento da função sexual. Foi realizado protocolo composto por oito sessões de LI-ESWT. Observou-se melhora progressiva da dispareunia superficial, redução da contração involuntária do assoalho pélvico e retomada parcial da atividade sexual durante o tratamento. Entretanto, a dor vestibular persistiu e houve recorrência parcial dos sintomas após a conclusão do protocolo. Os resultados sugerem que a LI-ESWT pode representar uma alternativa terapêutica complementar no manejo das disfunções sexuais dolorosas femininas, especialmente quando associada a uma abordagem multidisciplinar.Downloads
Publicado
2026-07-31
Edição
Seção
Relato de Caso
Como Citar
Uso de terapia de ondas de choque de baixa intensidade no tratamento de vaginismo e vulvodínia: um relato de caso. (2026). Revista De Ginecologia Regenerativa, 3(3), 7-9. https://regenerativegynecologyjournal.com/index.php/RGJ/article/view/4